VOTAÇÃO: Sobrenome ajudou parentes

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Sobrenome ajudou parentes de políticos a garantir vaga na eleição

De carona na tradição familiar ou engajados desde cedo na vida pública, candidatos com parentes famosos têm sucesso nas urnas

Com sobrenomes conhecidos e acostumados à vida pública, diversos parentes de políticos tiveram sucesso nas urnas nestas eleições. A premissa vale para integrantes de clãs tradicionais, como o da família Sarney, ou provenientes de núcleos políticos conhecidos regionalmente.

Em Alagoas, a família Calheiros agora tem novamente um representante na Câmara, desta vez com Renan Filho (PMDB). Filho do ex-deputado e ex-senador Renan Calheiros (PMDB), ele foi eleito o deputado federal mais votado no Estado, com mais de 140 mil votos. Antes disso, Renan Filho já havia entrado na vida pública como prefeito do município alagoano de Murici por dois mandatos (2004 e 2008).

Com vitória apertada, a governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do ex-presidente e senador José Sarney, foi reeleita em primeiro turno no Maranhão.

Depois da ameaça de ficar fora das eleições por supostamente estar incluída na Lei da Ficha Limpa, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a candidatura de Roseana na reta final da campanha. Nas urnas, ela confirmou a tradição política da família no Estado.

Impedido de concorrer a cargo público após ser cassado por causa do escândalo do mensalão, o ex-ministro José Dirceu (PT) fez campanha para o filho Zeca Dirceu (PT) na corrida à Câmara. Ex-prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR), o candidato acabou preso no dia da votação acusado de fazer boca de urna. No entanto, o percalço não impediu o sucesso nas urnas e, com o reforço do pai, Zeca foi eleito deputado federal pelo Estado do Paraná.

Em alguns casos, entretanto, o quadro é outro. Também réu no processo sobre o mensalão, o deputado José Genoino (PT-SP) amargou uma derrota nas urnas no último domingo. Já seu irmão José Nobre Guimarães (PT-CE), que também é deputado mas não compartilha o sobrenome com o ex-presidente do PT, foi o segundo candidato mais bem votado no Ceará para a vaga, com 210 mil votos. Em 2005, Guimarães teve um assessor preso em flagrante com US$ 100 mil na cueca. O escândalo resultou na queda de Genoinio do comando do partido. Com disso, Guimarães também foi acusado de envolvimento no esquema do mensalão.

Em São Paulo, Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador Mário Covas (1930-2001), foi reeleito deputado estadual. Advogado e economista, ele admite que o sobrenome “pesa” na conquista dos eleitores, mas diz que a influência serve apenas para os primeiros mandatos. “Ser parente de político é igual ser parente de cantor. Pra se lançar, sempre ajuda, mas daí pra frente tem de saber cantar”.

Outro nome que surgiu neste pleito foi o de Bruna Furlan (PSDB), de apenas 27 anos. Influenciada pelo pai, Rubens Furlan, prefeito da cidade de Barueri (SP), ela foi a terceira candidata a deputada federal mais votada do Estado de São Paulo, com mais de 270 mil votos.


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*Colaborou Nara Alves, iG São Paulo


ELEIÇÕES: PMDB cobra mais participação no comando da campanha de Dilma

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PMDB cobra mais participação no comando da campanha de Dilma

Na conversa com Dilma Rousseff e seu comando da campanha, ontem, a cúpula do PMDB deixou claro que se sentiu “pouco acionada” neste primeiro turno das eleições.

Um jeito educado de dizer que os petistas cercaram Dilma e não abriram espaço à participação dos aliados. Esse tipo de centralização faz com que os aliados também não se comprometam. O vice Michel Temer, por exemplo, atuou por conta própria, sem grandes solicitações do pessoal da campanha.

Agora no segundo turno, se quiser a vitória, Dilma vai ter que conquistar o comprometimento dos aliados. Para isso, terá que abrir seu comando.

ELEIÇÕES: Lula escala irmãos Viana para convencer Marina Silva - Governador do Acre e reuniu com presidente

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Após reunião com Lula, irmãos Viana querem convencer Marina

Amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana, conversou com Lula sobre o possível apoio da candidata ao PT
 
Principal amigo e aliado de Marina, o governador eleito do Acre, Tião Viana (PT), conversou com Lula nesta segunda-feira sobre o possível apoio da candidata verde à presidenciável Dilma Rousseff (PT) no 2° turno e defendeu que os petistas dêem “um tempo” para que Marina analise o quadro político brasileiro antes de iniciar qualquer tratativa de aliança.
 
Foto: Agência Senado
Tião Viana

Viana negou que os petistas acrianos tenham sido escalados pelo presidente Lula exclusivamente para pleitear qualquer acordo com Marina, mas admitiu que o atual governador do Acre, Binho Marques, também do PT, já conversou nesta segunda-feira com a candidata verde a respeito do assunto, e que ele mesmo deve falar com ela nesta terça-feira.

“Achamos que é cedo ainda. O melhor é deixar a 'poeira' baixar um pouquinho. Deixa ver qual será o entendimento do PV com a Marina. O governador Binho Marques já fez uma ligação pra ela ontem, não sei o que eles conversaram sobre isso. Vamos aguardar agora qual vai ser o momento dela, com ela vai olhar o Brasil no segundo turno”, disse Tião Viana.

O novo governador acriano afirmou que a candidata do PV está muito cansada em virtude da campanha desgastante, que exigiu muito do preparo físico dela nos últimos 90 dias. Mesmo durante a campanha, Marina confessou várias vezes aos repórteres que a acompanhavam que dormia apenas quatro horas por noite e que, às vezes, se sentia muito indisposta.

“Vou conversar com ela nesta terça e agradecer o apoio que ela me deu nessa eleição. Vou dar meu forte abraço a ela e desejar que ela faça a melhor escolha para o Brasil, que no meu entendimento passa pela Dilma para presidir o nosso País”, destacou o novo governador acriano.

Viana conversou com o iG no aeroporto de Rio Branco, momentos depois de desembarcar no Estado após a reunião que participou com presidente Lula nesta segunda-feira. A reunião de emergência foi convocada pelo próprio Lula entre todos os aliados da campanha para traçar a estratégia de segundo turno para Dilma Rousseff.

A ideia de Lula, segundo Viana, é percorrer o Brasil inteiro ao lado de Dilma nesta última fase da campanha. O próprio Acre já é escala certo da campanha petista nesta segunda fase. No primeiro turno, nem Lula nem Dilma estiveram no Estado antes do pleito.

“O presidente disse que quer entregar o Brasil em boas mãos. E o Brasil em boas mãos é Dilma presidente. Aqui no Acre ele vem para fazer uma caminhada e para rever as obras estruturantes que estão sendo feitas no Estado”, afirmou.

Viana acha que Marina levará em consideração suas raízes no Acre antes de tomar qualquer decisão. Basta lembrar que mesmo estando no PV, Marina apoiou a eleição do petista Tião Viana no Estado. O petista foi eleito com uma margem muito estreita de votos e atribui a vitória apertada também à ajuda de Marina, que reforçou o palanque dele na região.

Outro fator é que o marido de Marina, Fabio Vaz ocupa um cargo de secretário no governo acriano de Binho Marques e tem profunda ligação com os petistas. “Marina jamais vai tomar uma decisão sem levar o Acre em consideração. Ela sabe que temos uma difícil missão no Estado e o melhor para o desenvolvimento da nossa região é ter Dilma na presidência”, argumentou Tião Viana no último domingo, minutos após o anúncio de sua vitória em Rio Branco.

Por conta da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula em Brasília, Viana nem teve tempo de se congratular de fato com a militância petista em Rio Branco. Após o discurso de vitória, ele seguiu para Brasília e só retornou no fim da noite desta segunda. Ao desembarcar no Estado, o novo governador foi recebido com festa pela militância, que com bandeiras e apitos, saudaram o novo governador no aeroporto.

Ao discursar, Viana convocou os acrianos a elegerem Dilma como missão essencial para que o País “continue no rumo certo”. Apesar do otimismo, a tarefa não vai ser fácil no Estado, visto que José Serra conquistou no Acre sua maior votação proporcional no País, conquistando 52,1% dos votos válidos. Dilma Rousseff e Marina Silva conquistaram, respectivamente, 23,9% e 23,5%.

Além da derrota na eleição presidencial, os petistas amargaram no Estado uma vitória apertada, vencendo a eleição para o governo estadual com apenas 4,5 mil votos de diferença.
 
 
 
 

ELEIÇÕES: Dilma liga e cumprimenta Marina

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Dilma diz que tem mais proximidades do que diferenças com Marina

Para a petista, a candidata do PV foi o principal fator que levou as eleições para o segundo turno

Durante a primeira entrevista coletiva após a realização do primeiro turno das eleições, a candidata petista Dilma Rousseff disse a jornalistas nesta segunda-feira que a candidata do PV, Marina Silva, foi o principal fator que provocou o segundo turno. Dilma disse que ligou para a candidata do PV para parabenizá-la pela disputa e campanha qualificada, mas admitiu que perdeu votos para a candidata verde. “Marina faturou e tirou (votos) do meu adversário”, afirmou.
 
Sobre o apoio de Marina nesta nova fase da campanha, Dilma afirmou que existem mais proximidades do que diferenças entre as duas, mas que a decisão é de “foro íntimo” da candidata verde e ainda não pediu apoio a ela. "Nao acho adequado especular sobre o que alguém va fazer. Hoje liguei para cumprimenta-lá. Em um segundo momento vamos conversar", afirmou Dilma. O PV, no entanto, não é esperado na base aliada, segundo a candidata do PT.

Foto: Fellipe Bryan, iG Brasília
Entrevista de Dilma Rousseff em Brasília

Dilma disse ainda que a participação do presidente Lula na campanha é sempre bem vinda, mas ele não é “propriamente um remédio”. “Pode ser a solução”, ponderou.

Cercada por governadores e parlamentares aliados, Dilma falou diversas vezes que agradeceu a Deus pelos 47 milhões de votos apurados nas urnas.




POLÍTICA: Serra acusa Marina de participar do "mensalão". Agora quer os votos do PV

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Serra acusa Marina de participar do "mensalão". Agora quer os votos do PV

José Serra continua no segundo turno o mesmo demagogo e mentiroso de sempre. Hoje, em Minas, Serra elogiou Marina e disse espera "aproximação" com verdes no segundo turno."Ela merece respeito e a admiração da minha parte", disse Serra.


Mas não era isso que Serra pensava até uma semana atrás quando esteve frente a frente com Marina no debate da Globo. Veja o vídeo confira.

RISCO PARA O PAÍS: Serra é a pior derrota para o BRASIL!

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Coimbra: Serra é a pior derrota

Extraído do Nassif

Como perder eleição sem cair no ridículo

Por JB Costa

Mais um texto de excepcional qualidade analítica do Marcos Coímbra, que tem se revelado um verdadeiro cronista do processo eleitoral.

Esse é uma tapa com luva de pelica na oposição tresloucada e, particularmente no José Serra, candidato que vai ser derrotado sem nenhuma honra.

Artigo publicado no Correio Braziliense

Perder uma eleição

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Nas eleições, chega uma hora em que todos os candidatos, menos um, tomam consciência que vão perder (ou que já perderam). Há casos em que a disputa permanece acirrada até a véspera e ninguém é obrigado a fazer essa difícil admissão. São mais numerosas, no entanto, as que logo se afunilam e se resolvem cedo.

Os políticos sempre entram nas eleições esperando ganhar, mesmo quando sabem que suas chances são mínimas. Existem os que participam apenas para defender posição ou divulgar as plataformas de seus partidos, mas são raros. Também há os exibicionistas, cuja única intenção é usufruir o prazer de se ver na televisão. Esses não contam.

Depois que as campanhas começam, a expectativa de vitória costuma tornar-se certeza. Por menores que sejam, os candidatos vão se convencendo que suas possibilidades são grandes. Talvez porque convivam principalmente com seguidores e áulicos, talvez porque confundam a boa educação dos cidadãos para com eles, fantasiando que uma simples cordialidade traduza apoio. Mas é certo que, a alturas tantas, todos achem que vão ganhar.

Ao contrário do que se poderia imaginar, as pesquisas eleitorais não mudam sua opinião. Não é por estar lá atrás e haver outros mais bem situados que eles pensam com mais cautela. Todos têm vários exemplos para citar, de políticos que começaram mal nas pesquisas e terminaram ganhando.

A constatação de que uma derrota é iminente é especialmente complicada para os candidatos maiores, dos grandes partidos. Ainda mais se estiveram na liderança das pesquisas.

Agora, por exemplo. O que deve fazer um candidato como José Serra? Como deve se comportar nos 20 dias finais desta eleição?

A imensa frente que todas as pesquisas dão a Dilma poderia ser desconsiderada. Afinal, pesquisa é pesquisa e não é eleição. Mas, será que ele não percebe de outras formas que sua chance de vencer é remota? Será que não vê isso no olhar até de seus seguidores mais fiéis?

Ninguém gosta de chegar à conclusão que um projeto acalentado há muito tempo não vai dar certo, antes que a inevitabilidade se imponha. Não faz parte do senso comum a expressão “a esperança é a última que morre”? Que, enquanto há vida, não se deve renunciar a ela?

O problema é que, quase sempre, esses momentos levam as pessoas a gestos extremos, nos quais não se reconheceriam em condições normais. O ateu vira crente, o racional vira místico, o sério pode ficar ridículo. O arrependimento por essas guinadas costuma ser grande.

Na política, encruzilhadas desse tipo são ainda mais perigosas. A caminho da derrota, o candidato se isola cada vez mais, começa a ouvir apenas os assessores que o aconselham a fazer de tudo, a tentar qualquer coisa. A usar de qualquer recurso e não admitir o insucesso.

Nessa hora, os candidatos deveriam parar de pensar no que ainda resta a fazer, no esforço inútil de reverter uma situação sem perspectiva, e olhar para frente. Perder e ganhar são parte da vida de quem opta por uma carreira política. Ganhar é sempre melhor, mas perder mal é muito pior que saber perder.

Tanto Serra, quanto as oposições, precisam pensar no que vão fazer nos últimos 20 dias destas eleições. Podem continuar no rumo em que estão, tentando tudo (e mais alguma coisa) para mudar o desfecho que todos antecipam. Podem continuar a fazer como fizeram desde o ano passado, quando embarcaram na canoa que os trouxe até aqui.

paulo henrique amorim

OPINIÃO: Por que voto em Dilma

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Por que voto em Dilma


3 de outubro de 2010

Voto em Dilma porque ela continuará a grande transformação que se registrou no Brasil nos últimos anos. O presidente Lula foi o responsável por toda essa mudança e ele teve Dilma ao seu lado para auxiliá-lo neste imenso desafio.

Dilma esteve à frente do governo com Lula desde seu início. Logo no primeiro ano, assumiu o Ministério de Minas e Energia, onde ajudou a tirar da escuridão 11,5 milhões de pessoas com o programa Luz Para Todos. Depois, à frente da Casa Civil, contribuiu decisivamente para reduzir a secular injustiça social no Brasil.

Ajudou o presidente Lula a fazer com que a classe média do Brasil ultrapassasse da metade da população pela primeira vez na História. Segundo a Fundação Getú-lio Vargas (FGV), com mais poder de compra, a classe B vai consumir R$ 1 trilhão em 2010, levando o país ao menor índice de desemprego da História. O IBGE registrou em agosto taxa de desemprego de apenas 6,70% da população. Foram 14 milhões de carteiras assinadas desde 2002.

O governo federal levou até populações mais carentes programas assistenciais como o Bolsa-Família, cujos beneficiários atingiram 12,5 milhões de famílias. Populações menos favorecidas viram antigos anseios atendidos. No primeiro ano de mandato, o governo criou a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que foi planejada para promover a igualdade e a proteção de grupos raciais e étnicos afetados por discriminação. A renda dos negros cresceu mais de 200%

desde 2002. Além disso, 10 milhões de pessoas foram alfabetizadas entre 2003 e 2008. Foram aplicados R$ 22,8 bilhões de reais em programas habitacionais para famílias de baixa renda em para todo o povo, para negros e índios. Vamos o nosso país.

Fonte: osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/