GREVE: Metalúrgicos

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Metalúrgicos do ABC dão início à paralisação

Sem proposta de aumento real de salários, os metalúrgicos do ABC paulista decidiram nesta quinta-feira pela greve por tempo indeterminado nas fábricas de autopeças, máquinas, eletroeletrônicos e aparelhos elétricos e de iluminação, entre outros. A decisão, aprovada em assembleia com cerca de 5 mil trabalhadores, envolve 60 mil metalúrgicos.

Funcionários dos Correios mantêm greve

As primeiras paralisações começaram no turno da noite de ontem. Hoje, haverá piquetes dos grevistas na porta das empresas.

AE

Metalúrgicos aprovam greve no ABC

Segundo Carlos Grana, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a categoria reivindica o mesmo acordo fechado com as montadoras, que garantiu reajuste salarial de 6,53% (2% de aumento real e 4,4% de reposição das perdas com inflação) mais abono de R$ 1,5 mil. A diferença na proposta está no valor do abono, que será calculado de acordo com o salário médio da empresa.

Na negociação de ontem, as autopeças propuseram 0,8% de aumento real, além dos 4,4% de reposição da inflação dos últimos 12 meses. "Agora é greve para buscar acordo, e não mais de protesto", disse Grana. "As empresas que não querem ter a produção parada terão de formalizar a adesão à proposta nos mesmos termos do acordo com as montadoras."

O sindicalista explicou que a negociação continua a ser setorial, com o Sindipeças, sindicato que representa as empresas do setor, e não há mais necessidade de mesa redonda. Segundo ele, o acordo pode ser fechado a qualquer momento.

Nas últimas semanas, os metalúrgicos do ABC têm pressionado as empresas pelo aumento real de salário.

Após uma paralisação de 24 horas, os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram em assembleia o fim da greve e voltaram ao trabalho.

Os metalúrgicos da Toyota e da Honda fecharam acordo com as empresas na terça-feira e garantiram reajuste de 10%. A negociação foi conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e região, ligado à Intersindical, formada por um grupo de sindicatos dissidentes da CUT.

Paraná

Os 3,5 mil trabalhadores da Volkswagen/Audi de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, rejeitaram mais uma vez a proposta patronal de acordo salarial e mantiveram a greve iniciada no dia 3.

Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho, a Volks apresentou a mesma proposta que foi aceita nas outras duas montadoras instaladas no Paraná, a Renault-Nissan e a Volvo.A proposta prevê reajuste salarial de 7,57% a partir deste mês e abono de R$ 2 mil a ser pago segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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